NOVIDADE

Como a Gestão do Conhecimento poderia aquecer a participação brasileira nos Jogos de Inverno?

22

Fev

2014


Por Luiza Lourenço
E-mail: luiza.lourenco@gestaoesporte.com

 

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi chegam aos momentos finais e o Brasil completa sua participação disputando as provas de Esqui Alpino e Bobsled. Não sabe que esporte é este? Tudo bem, não podemos dizer que temos tradição em competições em baixas temperaturas... Contudo, uma dose de planejamento e investimento poderia aquecer esse quadro.


Em 2014, a delegação brasileira levou 13 atletas em sete modalidades, um recorde de participação considerando sua recente história nos Jogos (a estreia foi em 1992). Comparado aos 2,5 mil atletas de 80 países competindo em 98 provas, esse número representa 0,5% do total. E os desafios brasileiros não estão apenas entre os adversários, mas também em superar as dificuldades enfrentadas pela falta de proximidade com os esportes frios e o baixo investimento financeiro, que compromete a formação do time.


O último repasse da Lei Agnelo/Piva feito pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em dezembro do ano passado, destinou R$1,5 milhão aos Desportos na Neve, contrapondo-se aos R$3,5 milhões para o Atletismo. Nos últimos quatro anos, advinda da Lei e de convênios com patrocinadores e Ministério do Esporte, foi repassada às confederações de Desportos na Neve (CBDN) e Desportos no Gelo (CBDG) a quantia de R$8,7 milhões. Enquanto uma modalidade de esporte de verão capta valor maior que esse em um ano: a confederação Brasileira de Basquete (CBB) recebeu em 2013 só de convênio com o Ministério do esporte R$14 milhões. Os dados são de uma matéria publicada no gazetadopovo.com.br.


Essa questão se reflete no quadro de amadorismo que faz parte da formação da delegação brasileira. Ela é composta, em sua maioria, por competidores advindos de outras modalidades como atletismo e ginástica olímpica. Sete atletas nasceram ou vivem atualmente fora do país e alguns conheceram os esportes a menos de um ano para a competição. Foi o caso de Lais Souza, a ginasta que iniciou há alguns meses os treinamentos para a modalidade Ski Livre Aereo, cujo acidente gerou uma importante reflexão sobre a maneira como são realizadas a importação de atletas. Tema muito bem explorado pela companheira de equipe Marina Tranchitella (clique aqui).


Na ótica da Gestão do Conhecimento, as características multidisciplinares que envolvem a inserção dos atletas em competições devem ser consideradas e associadas, para que não só o rendimento evolua de maneira positiva, mas também seja assegurada a saúde dos atletas. Aqui, temos diversos aspectos levantados: econômicos, estruturais, culturais, fisiológicos e geográficos, entre outros, que estão ligados principalmente pelo planejamento, que deve ser pensado em longo prazo.


Para o Brasil, a principal meta era consolidar a presença do país na competição multiesportiva e criar uma base para as próximas. Mas, o Gestaoesporte.com vai um pouco além e quer saber de você, leitor: você acha que o planejamento poderia tornar mais efetiva a participação brasileira nos Jogos de Inverno de 2014? Que aspectos você elencaria como os mais importantes?


Observação: Bobsled é um esporte de inverno inventado pelos suíços no final dos anos 1860, em que o time corre contra o tempo em uma rampa de gelo estreita e sinuosa em um trenó movido pela gravidade. O Brasil aposta em um forte impulso para conseguir bons resultados na prova. Fonte: COB

 

Créditos das imagens:

blogs.odiario.com

 


Fontes de pesquisa:


http://www.jornaldebrasilia.com.br/esportes/mais-esportes/528197/brasileiros-disputam-os-jogos-olimpicos-de-inverno/


http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/poliesportiva/conteudo.phtml?id=1444925#ancora


http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,bobsled-brasileiro-aposta-em-bom-impulso-nos-jogos-de-inverno-de-sochi,1133064,0.htm


http://timebrasil.cob.org.br/


 


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