NOVIDADE

Gestão do Conhecimento na preparação dos atletas da Fórmula 1

11

Mar

2014


Por Luiza Lourenço
E-mail: luiza.lourenco@gestaoesporte.com.br


Com início no próximo domingo, as competições do Grande Prêmio de Fórmula 1 colocam em evidência as grandes equipes, os veículos cada vez mais modernizados e os pilotos. Para garantir o êxito nas premiações, a preparação dessas equipes começa muito tempo antes da estreia e os detalhes são exigidos também dos competidores, que recebem um treinamento pré-temporada similares ao de atletas olímpicos.


Segundo matéria publicada no site do Estadão (clique aqui), em 2008, Lewis Hamilton ou Kimi Raikkonen já contavam com um diretor de comportamento humano, avaliando seus rendimentos e intensidade de treinos, competições e viagens, bem como resistência e condições físicas e mentais dos atletas. Sim, atletas. Ainda de acordo com a publicação, o médico tinha dúvidas quanto ao caráter esportivo do automobilismo, mas confirmou que era um dos esportes mais exigentes, no qual os pilotos alcançam níveis tão altos quanto os de muitos atletas profissionais.


Para a Gestão do Esporte, estar atento aos fatores preparação e avaliação das condições dos pilotos é um diferencial no intuito de obter êxitos e garantir o estado saudável dos atletas. Neste contexto, ganha relevância a Gestão do Conhecimento, na busca por associar diversos profissionais e áreas de saberes, compreendendo as necessidades individuais e entendendo os fatores exigidos durante a prática esportiva.


Uma competição automobilística requer do piloto elevado grau de concentração e reflexos rápidos, além de intenso condicionamento físico, com preparo que vise treinos de resistência, hipertrofia muscular e exercícios aeróbicos. Outro aspecto que requer disposição do atleta é a atuação da gravidade já que o corpo sofre pressão sob alta velocidade. O peso do uniforme e do capacete, somado ao fato de que o corpo do piloto permanece por horas na mesma posição, também são aspectos que devem ser considerados durante a preparação.


O desgaste físico é ampliado pela falta de hidratação e tensão constante, que afeta os batimentos cardíacos e musculatura, principalmente do pescoço, braços, antebraços, costas, coluna vertebral e abdômen. A temperatura dentro dos veículos e as condições climáticas provocam reações diferenciadas nos atletas. Por isso, além dos treinamentos, muitos buscam outras práticas esportivas como corrida, musculação e esquiagem, mais comum para os pilotos da Ferrari.


Esses e outros possíveis impactos que os atletas podem sofrer no exercício de sua profissão são aspectos também referentes à Saúde e Segurança do Trabalho que, segundo a revista Proteção (clique aqui), ainda é uma área pouco explorada e valorizada no campo esportivo, e que "de acordo com MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), não existe nenhuma agenda para avaliar as normas de Saúde e Segurança do Trabalho nas atividades desportivas".


A matéria exemplifica a relevância dessa área, no sentido de evitar futuros danos e preserva a saúde do atleta, citando o acidente com um dos mais importantes pilotos da F1 em 1994, o Ayrton Senna. Segundo o texto, o piloto perdeu o controle do carro por conta de uma quebra da coluna da direção de seu Williams.


Além das citadas, há uma série de outras características técnicas, físicas e psicológicas que fazem parte do cotidiano do esporte automobilístico ao qual está submetido o atleta, sendo necessária uma equipe qualificada e multidisciplinar que englobe profissionais de diversas áreas da saúde como Educação Física, Medicina, Fisioterapia, Traumatologia, Ortopedia, Psicologia, Nutrição, Cardiologia entre outras.


Dessa maneira, a Gestão do Conhecimento permite um diagnóstico e acompanhamento completo, identificando as peculiaridades e o rendimento de cada atleta e proporcionando melhoras no seu desempenho, assegurando também sua saúde. E, além disso, contribui para a manutenção do caráter de excelência e profissional que já possui esse esporte. Sim, Esporte.


Crédito das Imagens:


Divulgação

amplestur.com.br



Fontes de pesquisa:


http://www.rujorian.eu/f1_fitness.htm


http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,pilotos-de-formula-1-teriam-capacidade-para-ir-as-olimpiadas,212471,0.htm


http://www.protecao.com.br/noticias/leia_na_edicao_do_mes/sst_na_pratica_esportiva_ainda_tem_muito_a_evoluir/AAy4JyyJ/6300

 


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